|
|
|
"Falar em origem da Bruxaria é o mesmo que retornar ao
inicio da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar a
sua percepção para os mistérios da vida e da natureza. Desde os tempos neolíticos, a prática da Bruxaria sempre girou
em torno de rituais simbólicos que estimulam a imaginação e alteram a
consciência. A primeira demonstração de arte devocional foi as
Madonas Negras, encontradas em cavernas do período Neolítico, então
as deusas da fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos
povos primitivos. Assim, rituais de caça, experiências visionárias e
cerimônias de cura sempre tiveram lugar no fértil contexto dos símbolos
e metáforas de cada cultura. Vale a pena ressaltar que nos vários sítios
paleolíticos associados à imagem da Deusa foram encontrados entre
eles, Laussel, Angles-sur, Cogul, La Magdaleine e Malta, só para citar
alguns. As sacerdotisas druidas da Grã-Bretanha estavam divididas em três
classes. A classe mais alta vivia em regime de celibato em conventos.
Essas irmandades alimentavam as fogueiras sagradas da Deusa e foram
assimiladas na era cristã como monjas. As outras duas classes podiam
casar e viver nos templos ou com os maridos e famílias. Eram servas
acolhidas nos ritos sagrados da Deusa. Com o advento do cristianismo,
foram chamadas "Bruxas".
|